“Se não vier do fundo da sua alma, não vai fazer sentido e não vai durar”, do Jack para a Ally, em A Star Is Born Nasce Uma Estrela, com Bradley Cooper e Lady Gaga.

Há um jeito de criar um mundo a partir da nossa alma. Pode parecer que não, mas há. Pode parecer que é utópico, pode parecer que é sonho para depois da aposentadoria. Pode parecer que se for para viver de alma vamos ter que abrir mão de muita coisa.

Mas não é verdade.
A verdade é que viver da alma ao contrário de ser mais difícil é mais fácil. Criar o que é natural, criar a partir da nossa essência traz sempre resultados melhores do que criar a partir da demanda externa que nos conta histórias sobre produtividade, sobre o que o mercado valoriza, sobre o que as pessoas valorizam, sobre o que vende e o que não vende, sobre o que sustenta nosso estilo de vida e o que não sustenta.

É possível criar para o externo e ter ótimos resultados. Mas se a criação para o externo nasce do que vem da essência, antes mesmo de ter resultados externos, você já tem imensos resultados internos. Uma realização, um senso de “estou no meu lugar”, um retroabastecimento de energia mais natural, uma sensação de vida.

Tudo o que somos, tudo o que é natural em nós – conhecimentos, interesses, olhar, habilidades, temas, experiências, forma de perceber o mundo, bagagens – tem valor para alguém. Sempre tem alguém precisando exatamente do que somos e temos a oferecer. A equação é sempre perfeita. O que muitas vezes não conseguimos é revelar esse valor, é comunicar o valor e transformar em ações, produtos, serviços, vendas, rendimento financeiro. E tudo isso se aprende, se exercita, se pratica. Isso é o de menos. Aprender a comunicar e criar a partir da essência é possível, mudar a essência é que não é possível.

Tudo o que somos tem valor para alguém. E tudo o que somos tem o potencial em si mesmo de nos prover para sermos o que viemos ser. Basta saber transformar valor da essência em valor percebido pelo outro.

O que vem do fundo da alma precisa ser a bússola que guia a entrega e a construção da vida, e não o contrário.

Texto originalmente postado em paulquintao.com.br em 23 de outubro de 2018

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